Ansiedade

Calcula-se que 25% das pessoas apresentem algum indício de ansiedade. Ela vem acompanhando casos de estresse, de depressão e algumas vezes é justamente o que provocou este estresse e esta depressão.
As pessoas convivem com “momentos” de ansiedade em suas vidas quando, por exemplo, têm que tomar uma decisão importante. Mas, como disse, são somente momentos – a partir da tomada da decisão, a ansiedade se dilui.

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Quando a ansiedade começa a tomar conta da vida do individuo, dizemos que está com “Ansiedade Generalizada” (podendo haver um desequilíbrio dos neurotransmissores, em maior ou menor escala).
As origens desse mal podem ser diversas - desde o ambiente em que ele vive e as pessoas com quem convive, passando por sua estrutura psicológica e até genética.
No aprofundamento da ansiedade podem surgir outros sintomas, como:

1. Fobia (medo acima do convencional)

2. Fobia Social (medo de ser ridicularizado pelos outros)

3. Síndrome do Pânico (ansiedade levada ao extremo, gerando crises de pavor e sensação de morte iminente)

4. Transtorno Obsessivo Compulsivo (idéias persistentes de que algo ruim vai acontecer; e desenvolvimento de rituais de repetição)

5. Baixa imunidade (que é o resultado do estresse provocado pela ansiedade, sobre o seu corpo – sua resistência fica em baixa e há uma predisposição a doenças)

A solução para a situação passa por Psicoterapia e, em alguns casos, uso de medicamento.
Se você se considera ansioso, já deve ter ouvido alguém dizer para controlar-se. Mas, e daí? Como controlar algo que parece estar lhe controlando? Tente usar as dicas que vou dar:

  • Comece procurando abandonar a idéia de perfeição – nossa cultura faz com que exijamos tanto de nós mesmos, que acabamos nos sentindo culpados sempre que não atingimos nossas metas. A culpa é um grande veneno, que nós mesmos fabricamos. Na verdade, todo mundo falha e, não se permitir falhar, traz muita ansiedade. Cobre-se menos!

  • Para conseguir organizar melhor seu dia a dia, estabeleça prioridades – pare um pouco e avalie todas as coisas a fazer. Escolha as de maior importância para desenvolver primeiro. Muitas vezes queremos fazer tudo ao mesmo tempo, achando que tudo tem a mesma importância e acabamos fazendo tudo mal feito, em função do tempo ou do espaço. O resultado é mais ansiedade.

  • Faça-se sempre as perguntas determinantes: Posso mudar esta situação ou não? Vai resolver alguma coisa eu me preocupar com isso? – Muitas vezes perdemos nosso tempo e paciência tentando resolver algo que, por si, já era insolúvel. Há o desgaste da tentativa de solução e o desgaste do fracasso, que poderia ser premeditado. Quando não houver solução – procure esperar que a conseqüência chegue para avaliar como lidar com ela.

  • Procure freqüentar ambientes alegres e agradáveis – Não precisa fugir dos lugares onde tem que estar, mas, quando puder escolher, vá a lugares que lhe tragam boas energias e algum tipo de motivação.

  • Treine sua assertividade – Em situações de pressão temos três escolhas de resposta: a assertiva, a passiva e a agressiva. A resposta agressiva provoca a liberação de substâncias que fazem mal ao seu organismo. A passividade faz com que seu corpo retenha adrenalina, gerando dores musculares. Expressar sua insatisfação de forma controlada, diminuirá as fontes de estresse e resolverá as situações com mais inteligência.
  • Não fique alimentando sentimentos negativos – o ressentimento leva ao estresse e é fonte de doenças. Escolha uma lembrança que lhe faz sentir bem e, quando algum ressentimento quiser povoar seu pensamento, tente desviá-lo para a lembrança agradável. No começo talvez pareça difícil, mas, com a repetição deste processo, ele se tornará cada vez mais rápido e eficaz.
  • Comece a observar o belo – Parece estranho, mas, acabamos esquecendo que um dia, além de cheio de compromissos, pode estar lindo, com um céu azul maravilhoso, que pode nos inspirar muitas sensações positivas. A natureza está cheia de lembranças como esta, basta permitir que ela nos impressione mais uma vez.
  • Sorria, ria e dê gargalhadas – acabamos ficando tão “responsáveis por nossa própria vida”, que, muitas vezes, achamos que rir é inconveniente, infantil ou fútil. Experimente jogar essa insegurança fora! Sorria! Ria! Dê gargalhadas! Sua vida talvez não mude, mas, lhe parecerá muito melhor, mais leve e administrável.
  • Procure ver a vida sob um ângulo mais positivo - não se permita pensar só em possibilidades negativas. Para tudo existem pelo menos duas possibilidades – o sucesso e o fracasso. Escolha pensar primeiro no sucesso de suas investidas, e viajar um pouco nas possibilidades positivas de seus atos. Evite se ater muito ao lado negativo das coisas. Tente ver o mundo com mais esperança.
  • Lance mão de algumas terapias alternativas como: acupuntura, yoga, massagens e outras técnicas relaxantes. Como complemento, inicie alguma atividade física - o que terá o papel de preencher o tempo, trazer mais resistência ao organismo e ajudará a “química corporal” a trabalhar.

Se estas dicas não funcionarem, procure logo um profissional (Psicólogo ou Psiquiatra) que possa lhe orientar, para não correr maiores riscos de saúde.

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